TERAPIA DE FOCAGEM EMOCIONAL

Este modelo teórico surgiu a partir de Leslie Greenberg, Robert Elliott e Jeanne Watson. Segundo a EFT (Emotion Focused Therapy), a sintomatologia e os comportamentos disfuncionais resultam de conflitos intra e interpsiquícos que têm por base emoções não resolvidas ou não processadas.

Para este modelo Psicoterapêutico o importante é o processo e não tanto o conteúdo. Não são assim tão importantes as palavras escolhidas pelo paciente no seu discurso, mas sim a forma como as diz. Este modelo dá uma grande ênfase à importância dos aspectos não verbais, ou dos chamados marcadores não verbais como o tom de voz, a cadência do discurso, as pausas, as respirações, as acentuações de algumas palavras, as longas interrupções de discurso, as expressões faciais, o próprio corpo do paciente em sessão. É através destes marcadores que é possível colocar hipóteses sobre as emoções reprimidas que poderão estar a colorir o discurso do paciente. Este modelo distingue emoções secundárias, que geralmente são a primeira camada emocional, à qual o paciente tem um acesso mais simples, e as emoções primárias, que geralmente estão na base destas emoções e que também alimentam os conflitos emocionais, de onde resultam as crenças disfuncionais. Através de um conjunto de estratégias experienciais, o Psicoterapeuta ajuda o paciente a entrar em contacto com as emoções secundárias que permeiam o seu discurso. A partir daí poderão propor exercícios para trabalhar os conflitos emocionais que surgem. A resolução desses conflitos conduz a um alivio da sintomatologia e à redução do comportamento disfuncional.

 

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